Aprendendo com os filmes - Blade Runner 2049

Confira  4 lições que a sequência do clássico filme podem trazer para o seu negócio

Assim que ouvi falar sobre uma sequência de Blade Runner, minha reação foi bem negativa. Imaginei que seria mais um filme para lucrar com a nostalgia das pessoas (como tem sido o caso de muitos remakes, a exemplo da nova versão de A Bela e Fera, do filme It – A Coisa, e mesmo do último Mad Max). Além do alto risco destes filmes não respeitarem o conteúdo original, eles escancaram o receio da indústria do cinema em inovar.

Para minha surpresa, e alívio dos fãs do clássico de 25 anos atrás, o novo filme foi aclamado por críticos exatamente por ser muito fiel a todo o incrível universo lançado pelo original. Não pretendo discutir qual dos filmes é o melhor, apenas apresentar quatro aprendizados que o novo Blade Runner pode trazer para o seu negócio – sem spoilers, como sempre.

O diretor Denis Villeneuve e as estrelas do file, Ryan Gosling e Harrison Ford

1 – Se o desafio é grande, junte a melhor equipe que conseguir

 

O Blade Runner original é um clássico da ficção científica e muito provavelmente o filme mais importante dos anos 80. Influenciou outros filmes, jogos eletrônicos e mesmo a arte, a moda e a arquitetura. A própria visão sobre o futuro da humanidade, depois de assisti-lo, não é a mesma. Portanto, filmar uma continuação de uma obra tão influente parecia uma tarefa inglória. O risco de fazer feio era muito grande.

 

Para levar o projeto adiante, foi necessário juntar um time de primeira linha. Para a direção, escolheram Denis Villenueve , que dirigiu alguns dos filmes mais prestigiados dos últimos anos: Sicário, Os Suspeitos e A Chegada. Assim como o ator Harrison Ford, o diretor ficou intimidado diante da empreitada e só se convenceu após ler o script. O roteiro ficou por conta de Michael Green (que tem Logan, Alien Covenant e séries de sucesso no currículo) e a fotografia aos cuidados de Roger Deakins (indicado 13 vezes ao Oscar – e já aparece como um dos favoritos para o ano que vem). O diretor do Blade Runner original ficou com a produção executiva e vários outros grandes profissionais também fizeram parte da equipe técnica.

A experiência imersiva de Blade Runner 2049 filme é sublime

2 – Estimular os 5 sentidos do seu cliente é de vital importância para a experiência da sua marca

 

Li relatos de pessoas que odiaram a trilha sonora e chegaram a sair no meio do filme. Um comportamento compreensível se considerarmos que a trilha (e não estou me limitando às músicas, mas a todos os sons reproduzidos durante o filme) foi feita para transmitir uma certa sensação de incômodo, casando perfeitamente com a experiência proposta.

 

Durante todo o filme estamos imersos em um futuro distópico, em que os recursos naturais foram esgotados e a vida selvagem praticamente extinta. É um cenário ainda mais apocalíptico que o do primeiro filme e que realmente nos assombra, pois mostra o que pode ser o nosso futuro. Inteligência artificial e manipulação genética pareciam um tanto distantes em 1982.

 

Para criar toda esta experiência futurista e alarmante, o filme busca trabalhar com os principais sentidos de quem está assistindo – a visão e a audição. Além da trilha sonora, todas as imagens são muito impactantes. São belas e aterrorizantes ao mesmo tempo. E apesar de trabalhar apenas com dois dos nossos cinco sentidos, consegue nos trazer para aquela realidade. É como se estivéssemos lá, debaixo da chuva e vislumbrados com os anúncios comerciais gigantescos.

Blade Runner 2049 - um filme que não foi feito para grandes públicos

3 – Defina muito bem qual é seu público/nicho de mercado

 

Você já deve ter visto que Blade Runner 2049 não é para qualquer um. Uma frase do diretor Denis demonstra isto muito bem ao dizer que não queria que as cenas de ação fossem muito ao estilo da Marvel: “Eu quero que estas cenas o mais próximo possível daquelas do Blade Runner original. Mais simples e mais brutais”.

 

O filme original não foi um sucesso de público e só alcançou o status de clássico anos depois, principalmente com o lançamento da versão do diretor e da versão final. Assim, notamos que este público é muito seleto. Podemos, no mínimo, dizer que são pessoas que não veem o cinema apenas como divertimento. Os produtores e todos os envolvidos no filme tinha plena consciência disso e construíram um filme que, ao analisar as críticas, obteve boa aceitação do público-alvo. Entretanto, o ponto a seguir mostra que as coisas não saíram bem como o planejado.

O futuro distópico de Blade Runner 2049

4 – Seja muito preciso ao executar sua estratégia de marketing

 

Apesar do baixo desempenho do primeiro filme nos cinemas, a expectativa era de que o segundo se saísse muito melhor. Contudo, até o momento a bilheteria arrecadou pouco mais do que o custo de produção, um resultado um tanto decepcionante. E um dos motivos, a meu ver, foram os trailers de divulgação, como este:

Em 2017, tivemos o lançamento de Ghost in the Shell e de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Ambos têm alguma semelhança com o universo de Blade Runner, apesar de serem filmes bem diferentes. E para quem assistiu os trailers, esta diferença pode não ter ficado muito clara. Com isso, eles podem não ter despertado o interesse de quem não conhecia a história original – talvez pensando se tratar de mais um filme futurista cheio de ação. Mesmo os fãs de Blade Runner podem não ter percebido que o filme seria uma continuação digna do clássico filme. Trailers mais criativos e que demonstrassem melhor a essência do filme poderiam trazer resultados melhores.

 

Acredita que o novo filme permite mais aprendizados? Discorda de alguns dos pontos que apresentei? Por favor, expresse sua opinião nos Comentários abaixo e conheça outros filmes que podem trazer ótimos aprendizados para o seu negócio.

Artigo fermentado em 21/10/2017

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Autor:

Mauro Rodrigues - Consultor em Inovação no Relacionamento com o Cliente

 

Consultor e idealizador do Fermento nos Negócios, sou apaixonado por cinema e gosto de refletir sobre os aprendizados que bons filmes podem nos transmitir. SAIBA MAIS...

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