Confira  5 lições que o agente secreto mais famoso do cinema pode trazer para o seu negócio

No ano em que a célebre série de filmes completa 55 anos, é interessante ver o burburinho sobre a possibilidade do atual James Bond, Daniel Craig, continuar interpretando o famoso espião. Ele já havia manifestado o interesse em deixar o papel, mas tudo indica que os produtores estão fazendo o possível para que mude de ideia. Isto certamente faria a alegria de grande parte dos fãs e de todos os stakeholders (e aqui podemos listar um bocado de marcas famosas) envolvidos na produção dos filmes. Basta lembrar que os 4 filmes interpretados por Craig tiveram ótima bilheteria e chegaram a quebrar recordes, com destaque para os últimos, Skyfall e Spectre. O gráfico abaixo da The Economist mostra o desempenho da série de filmes James Bond na semana de estreia nos EUA.

Aprendendo com os filmes - 007 (era Craig - 2007 a 2015)

Acredita que o agente secreto mais famoso do mundo tem outras lições de negócios? Não deixe de partilhar sua opinião nos comentários abaixo. Também o convido a conhecer outras lições empreendedoras proporcionadas pela sétima arte na nossa seção Aprendendo com os Filmes.

Artigo fermentado em 27/06/2017

1 – Não se atenha a criticismos se você está seguro da sua decisão

 

Hoje é até difícil acreditar, mas quando Daniel Craig foi anunciado em 2005 como o novo James Bond, a recepção dos fãs e da crítica foi péssima. Houve ameaças de boicote ao filme, sob a alegação de que o ator não tinha nada a ver com o personagem. Loiro, de baixa estatura, considerado feio e de porte musculoso, o ator parecia distante não só dos atores que o precederam no papel, mas do próprio espião originário das histórias de Ian Fleming.

 

Apesar de toda a polêmica, os produtores persistiram na escolha e logo no primeiro filme – Casino Royale - Craig surpreendeu a todos com uma ótima atuação. Fãs que criticaram a escolha de Daneil Craig tiveram de se render a um novo e promissor 007, apresentado de um jeito que nunca havíamos visto.

4 – O Storytelling pode realmente cativar o seu público

 

Ultimamente tem-se falado muito sobre a arte de criar e contar histórias para persuadir seus clientes e stakeholders. Ainda irei escrever um artigo sobre este tema aqui no Fermento, mas tenha a certeza de que esta arte, também conhecida como Storytelling, pode fazer maravilhas em sua estratégia de marketing. Mesmo em filmes, que já são histórias por si só, é possível notar a presença do Storytelling e para mim uma cena em Skyfall faz isto com maestria.

 

Quando 007 encontra pela primeira vez o grande vilão do filme, este não se apresenta com um discurso megalomaníaco ou ameaçador. Ao contrário, ele conta uma história sobre como sua avó resolveu um problema de infestação de ratos na ilha onde morava. Toda a história é contada enquanto o vilão vai se aproximando de Bond, em uma cena sem cortes. Conforme vai contando a história, sua figura vai ficando mais nítida e quando finalmente podemos vê-lo frente a frente com Bond, o vilão conclui a história dos ratos e ela passa a fazer todo o sentido dentro do contexto em que estão. E, neste momento, você tem a certeza de que está diante de um personagem memorável.

5 – Logo no primeiro momento, surpreenda o cliente

 

No mundo dos negócios, assim como nos filmes, nem sempre a primeira impressão é a que fica. Contudo, tão logo você surpreenda seu cliente no primeiro contato e faça com que ele se sinta completamente imerso na experiência da sua marca, os resultados para o seu negócio podem ser incríveis.

 

Neste aspecto, é interessante ver que todos os filmes da era Craig tem um início muito impactante. Seja na incrível perseguição de carros de Quantum of Solace ou na missão que promoveu Bond ao posto de 007 em Casino Royale, logo no primeiro instante somos instigados a acompanhar com muita atenção e expectativa a mais uma aventura do agente secreto. Na minha opinião, a melhor de todas as aberturas é a do último filme, 007 contra Spectre. Lendo as críticas é possível notar que o filme dividiu opiniões, mas praticamente todos ficaram impressionados com os primeiros minutos precedem os créditos. Confira parte desta introdução no vídeo abaixo.

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Autor:

Mauro Rodrigues - Consultor em Inovação no Relacionamento com o Cliente

 

Consultor e idealizador do Fermento nos Negócios, sou apaixonado por cinema e gosto de refletir sobre os aprendizados que bons filmes podem nos transmitir. SAIBA MAIS...

3 – Inovar sim, mas sem perder a essência da marca

 

Naturalmente, não foram todos que satisfeitos com o novo James Bond, em especial após o filme seguinte, Quantum of Solace, o mais fraco entre os 4 estrelados por Craig. Críticos e fãs acharam que James Bond estava muito parecido com Jason Bourne, principalmente na forma como as cenas de ação eram filmadas. No geral, a crítica era de que parte da essência presente nos filmes anteriores de 007 havia se perdido.

 

Os produtores e o diretor dos filmes seguintes, Sam Mendes, devem ter ouvido estas críticas e buscaram resgatar esta essência no filme Skyfall. Personagens queridos pelos fãs, como Q e Moneypenny estavam de volta, e são várias as referências ao legado dos filmes anteriores. No entanto, tudo pareceu repaginado e adaptado aos tempos atuais. O diálogo do primeiro encontro entre Q e Bond e a cena do discurso de M sobre “inimigos nas sombras” resume bem tudo isto.

Dados de bilheteria dos filmes 007

Seis atores já interpretaram o espião secreto mais famoso do cinema, o que acaba criando uma característica bem interessante: os filmes são avaliados segundo o período em que cada um desempenhou o papel. Enquanto a era Sean Connery é lembrada com muito carinho, outras eras foram marcadas por filmes bem irregulares, como a era Pierce Brosnam, que precedeu o ator atual. O que pretendo com este artigo é avaliar a era Daniel Craig e extrair importantes lições que o atual 007 pode trazer para o seu negócio.

A escolha de Daniel Craig para o papel de James Bond

2 – Humanize sua marca para conquistar seus clientes

 

Com a mudança de ator, os produtores decidiram mostrar um James Bond diferente, que àquela altura havia se tornado uma caricatura de si próprio. Cercado de artimanhas tecnológicas, conquistando as “bond girls” e sempre pedindo o seu drinque batido, não mexido. Bond havia se tornado um herói previsível de muitas formas.

 

Em Casino Royale, vemos um Bond muito mais humano que o dos filmes anteriores. Um espião recém-nomeado 007 que comete erros por ser um tanto inconsequente e “afobado”. Um agente secreto que se vale mais da própria força e astúcia que de aparatos tecnológicos. Ele se apaixona, é torturado cruelmente, se deixa mergulhar em um sentimento de decepção e vingança. Sabe ser frio quando a missão o exige, mas não consegue evitar que seus sentimentos acidentalmente assumam o controle.

Um 007 muito mais humano em Cassino Royale
O encontro de James Bond e o novo Q
Uma lição de storytelling no encontro entre 007 e o vilão do filme Skyfall
Entendendo a importância do Storytelling aplicado aos negócios